“O Papel revolucionário dos hackers”.

Manifestações contra a reunião do G8 - em muito organizadas via internet.
Por Resistência Digital e Estrella Roja (publicado em KaosEnLaRed)
Tradução: Paulo Marques
Frente a um sistema capitalista mundial que com a voragem de consumismo aumenta sua capacidade técnica, as máquinas vão adquirindo um papel cada dia mais preponderante na história mundial.
Recentemente Stephen Hawking declarou que “Os humanos chegaram em uma nova etapa da evolução”, quer dizer, a grande quantidade de informação que se transmite, geradora de conhecimento humano, hoje em dia está rota graças as contradições do mesmo sistema, seus limites físicos, ou materiais.
Como diz Hawking, hoje em dia a espécie humana transmite uma grande carga evolutiva nestes suportes tecnológicos, que estão dentro do DNA, mas que, por fora, como cultura, serão essenciais no futuro da humanidade[1].
O imperialismo encontra a ordem mundial (injusta) se baseando na guerra de Quarta geração [2], onde os meios massivos de (in) comunicação, alienam as maiorias a uma informação parcial e sensacionalista. Os poderosos encontram uma panacéia neste monopólio da liberdade de empresa, e não liberdade de expressão. A produção vai massificando as comunicações, e as redes no ar vão nos seguindo em todas as partes.
Vai chegando o momento no qual os hackers deverão assumir seu papel como sujeitos revolucionários[3]. A opressão sistemática e corporativa vai fechando seus tentáculos nas corporações, cada dia mais concentradas, que vão decidindo o destino do mundo. O fundamental é deixar claro que o livre mercado é o principal argumento do capitalismo, que a falsa liberdade e propriedade econômica são os pilares do liberalismo, que caluniam de totalitários qualquer outro sistema onde a justiça e a igualdade não sejam mera retórica.
Os EUA, o país com mais cultura hacker, nos demonstra também que a maioria dos hacker’s “decidem” ser mercenários, ou desde um ponto de vista de Pierre Bourdieu seu Habitus os converte em tais “crackers”[4], e por isso não assumem um papel de vanguarda do proletariado. O mesmo acontecerá no resto do mundo, mas isso não significa que os hackers revolucionários e socialistas não possam cumprir seu papel.
Uma alusão a uma das idéias de Guevara, já muito distante, mas que teve a ver com as críticas situações da guerra de guerrilhas do século XX, onde os homens somente se contavam as dezenas frente aos numerosos soldados dos exércitos oligárquicos era de que “Os revolucionários são os homens e mulheres que alcançam o máximo ponto de qualidade humana, chegando a ter resistência, coragem, valentia, e inteligência, que os mercenários e os soldados regulares jamais poderão encontrar em nenhum manual o instrução por mais ilustrada que seja”.
É a natureza do homem livre verdadeiramente a que mobiliza a tais proezas. Como escreveu Mckenzie Wark[3] o proletariado tem seus hackers, a informação é a matéria prima do conhecimento e este parte da evolução e o destino atual das sociedades.
O conhecimento então não é mais que “Poder”, e uma das tarefas dos hackers é libertar este conhecimento, e a cultura da ordem de exploração capitalista. Por isso a “pirataria” cultural não é mais que um pouco de justiça para as classes oprimidas, um cuspe nos ricos e poderosos. A “propriedade intelectual” não é mais que outra das mentiras da hegemonia, o General Intelecto[6], derrotará junto com os revolucionários a opressão da informação.
E as idéias, as batalhas de idéias, como diria Fidel, é o futuro, agora, mais que nunca, sem cair em fanatismos tecnicistas, nem na ortodoxia negacionista ou tecnofobica. As tecnologias faz tempo que já são parte das armas do proletariado. Há luta de classes em toda internet, desde a Wikipédia, o movimento do Software Livres, as “redes sociais” e todo lugar onde estamos encontraremos silencioso ou não um combate de idéias.
O trabalho do Software Livres, não faz mais que libertar conhecimento da classe trabalhadora e nos tornar mais livres da opressão corporativa e do “grande irmão” que pretende ser a elite burguesa mundial e seus lacaios globo-fascistas. Mas faz falta deixar o “apoliticismo” e de uma vez por todas começar a combater as linhas “anarco-capitalistas” e liberais que dominam o movimento do Software Livres[5].
A carência da grande maioria dos movimentos e partidos políticos de quadros “hackers” significa um grande atraso para o movimento socialista internacional, por isso conclamamos: “Hackers do mundo, proletários do mundo, uni-vos!!!
A Internet é uma faca de dois gumes, os poderosos e as oligarquias pretendem que o movimento revolucionário se aliste em suas bases de dados (Facebook, Twitter, e até jogos como eRepublik.com)mas não, nós temos que lutar para que a Internet não se converta em uma “caça as bruxas” onde os governos globo-fascistas sejam facilitados na sua tarefa de inteligência.
Nossa contra-inteligencia, não será paga mas é fruto do melhor do homem novo e livre, da melhor rebeldia contra todo tipo de opressão e injustiça.
Referências:
Las diferencias de los socialistas revolucionarios con el Software Libre propuestoporRMS:http://www.somoslibres.org/modules.php?name=News&file=article&sid=228
Fontes:
[1] Stephen Hawking: “Los humanos han llegado a una nueva etapa de la evolución”: http://www.terceracultura.net/tc/?p=1375
[2]Guerra de Cuarta generación- Manuel Freytas: http://www.iarnoticias.com/secciones_2006/norteamerica/0019_guerra_cuar ta_generacion_21mar06.html
[3] Manifiesto Hacker – Mckenzie Wark: http://humanismoyconectividad.wordpress.com/2008/07/10/manifiesto-hacker/
[4] Habitus – Pierre Bourdieu:
http://es.wikipedia.org/wiki/Pierre_Bourdieu#Habitus
[5] Entrevista política a Richard Stallman:
http://www.resistenciadigital.com.ar/content/view/692/1/
[6] General Intelect, Carlos Marx: http://www.resistenciadigital.com.ar/content/view/677/105/ http://www.estrellaroja.info/
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