Boris Casoy, da BAND, era do Comando de Caça aos Comunistas (CCC) na década de 60.

by luciouberdan on 08/01/2010 · 2 comments

in Vergonha

A notícia do título é antiga, de 68, sendo capa da antiga revista Cruzeiro. A descoberta dessa preciosidade foi feita pelo ótimo blog Cloaca News, bem na semana em que Casoy ofende dois garis na televisão, demonstrando profundamente sua índole no presente, porque no passado a revista deixa claro, e no futuro, bem, “tipos” assim não mudam.

Visite o Cloaca News e leia a reportagem publicada pela Revista Cruzeiro na época, onde afirma-se que Boris Casoy andava armado para assustar alunos na USP, mas era tido como “incapaz”, ninguém acreditava que ele atiraria.

Casoy forçou o Brasil Autogestionário a criar uma nova “TAG” – “vergonha”.

Clique na imagem abaixo para ampliar, Boris Casoy esta na última fila, primeiro a esquerda.

ISSO É UMA VERGONHA né Boris Casoy?

Boris Casoy é “uma vergonha” – Por Altamiro Borges*

Primeiro vídeo: ao encerrar o Jornal da Band da noite de 31 de dezembro de 2009, dois garis de São Paulo aparecem desejando feliz ano novo ao povo brasileiro. Na sequência, sem perceber o vazamento de áudio, o fascistóide Boris Casoy, âncora da TV Bandeirantes, faz um comentário asqueroso: “Que merda… Dois lixeiros desejando felicidades… do alto de suas vassouras… Dois lixeiros… O mais baixo da escala do trabalho”.

Segundo vídeo: na noite seguinte, o jornalista preconceituoso pede desculpas meio a contragosto: “Ontem durante o programa eu disse uma frase infeliz que ofendeu os garis. Eu peço profundas desculpas aos garis e a todos os telespectadores”.

Numa entrevista à Folha, porém, Boris Casoy mostra que não se arrependeu da frase e do seu pensamento elitista, mas sim do vazamento. “Foi um erro. Vazou, era intervalo e supostamente os microfones estavam desligados”.

Do CCC à assessoria dos golpistas
Este fato lastimável, que lembra a antena parabólica do ex-ministro de FHC, Rubens Ricupero – outras centenas de comentários de colunistas elitistas da mídia hegemônica infelizmente nunca vieram ao ar -, revela como a imprensa brasileira “é uma vergonha”, para citar o bordão de Boris Casoy, com seu biquinho e seus cacoetes.

O episódio também serve para desmascarar de vez este repugnante apresentador, que gosta de posar de jornalista crítico e independente.

A história de Boris Casoy é das mais sombrias. Ele sempre esteve vinculado a grupos de direita e manteve relações com políticos reacionários. Segundo artigo bombástico da revista Cruzeiro, em 1968, o então estudante do Mackenzie teria sido membro do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), o grupo fascista que promoveu inúmeros atos terroristas durante a ditadura militar. Casoy nega a sua militância, mas vários historiadores e personagens do período confirmam a denúncia.

Âncora da oposição de direita
Ainda de 1968, o direitista foi nomeado secretário de imprensa de Herbert Levy, então secretário de Agricultura do Governo biônico de Abreu Sodré – em plena ditadura. Também foi assessor do ministro da Agricultura do general Garrastazu Médici na fase mais dura das torturas e mortes do regime militar.

Em 1974, Casoy ingressou na Folha de S.Paulo e, numa ascensão meteórica, foi promovido a editor-chefe do jornal de Octávio Frias, outro partidário do setor “linha dura” dos generais golpistas. Como âncora de televisão, a sua carreira teve início no SBT, em 1988.

Na seqüência, Casoy foi apresentador do Jornal da Record durante oito anos, até ser demitido em dezembro de 2005. Ressentido, ele declarou à revista IstoÉ que “o Governo pressionou a Record [para me demitir]… Foram várias pressões e a final foi do Zé Dirceu”.

Na prática, a emissora não teve como sustentar seu discurso raivoso, que transformou o telejornal em palanque da oposição de direita, bombardeando sem piedade o presidente Lula no chamado “escândalo do mensalão”.

Nos bastidores da TV Bandeirantes
Em 2008, Casoy foi contratado pela TV Bandeirantes e manteve suas posições direitistas. Ele é um inimigo declarado dos movimentos grevistas e detesta o MST. Não esconde sua visão elitista contra as políticas sociais do Governo Lula e alinha-se sempre com as posições imperialistas dos EUA nas questões da política externa.

O vazamento do vídeo em que ofende os garis confirma seu arraigado preconceito contra os trabalhadores e tumultuou os bastidores da TV Bandeirantes.

Entidades sindicais e populares já analisam a possibilidade de ingressar com representação junto à Procuradoria Geral da República. Como ironiza Beto Almeida, presidente da TV Cidade Livre de Brasília, seria saudável o “Boris prestar serviços comunitários por um tempo, varrendo ruas, para ter a oportunidade de fazer algo de útil aos seus semelhantes”.

Também é possível acionar o Ministério Público Federal, que tem a função de defender os direitos constitucionais do cidadão junto “aos concessionários e permissionários de serviço público” – como é o caso das TVs.

Na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro, Walter Ceneviva, Antonio Teles e Frederico Nogueira, entre outros dirigentes da Rede Bandeirantes, participaram de forma democrática dos debates. Bem diferente da postura autoritária das emissoras afiliadas à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), teleguiadas pela Rede Globo.

Apesar das divergências, essa participação foi saudada pelos outros setores sociais presentes ao evento. Um dos pontos polêmicos foi sobre a chamada “liberdade de expressão”. A pergunta que fica é se a deprimente declaração de Boris Casoy faz parte deste “direito absoluto”, quase divino.

(*) Jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB (Partido Comunista do Brasil), autor do livro “Sindicalismo, resistência e alternativas” (Editora Anita Garibaldi).

Seria saudável o “Boris prestar serviços comunitários por um tempo,varrendo ruas, para ter a oportunidade de fazer algo de útil aos seus semelhantes”.

4 de Janeiro de 2010 – 11h38

Boris Casoy é “uma vergonha”

Primeiro vídeo: ao encerrar o Jornal da Band da noite de 31 de
dezembro de 2009, dois garis de São Paulo aparecem desejando feliz ano
novo ao povo brasileiro. Na sequência, sem perceber o vazamento de
áudio, o fascistóide Boris Casoy, âncora da TV Bandeirantes, faz um
comentário asqueroso: “Que merda… Dois lixeiros desejando
felicidades… do alto de suas vassouras… Dois lixeiros… O mais
baixo da escala do trabalho”.

Segundo vídeo: na noite seguinte, o jornalista preconceituoso pede
desculpas meio a contragosto: “Ontem durante o programa eu disse uma
frase infeliz que ofendeu os garis.. Eu peço profundas desculpas aos
garis e a todos os telespectadores”. Numa entrevista à Folha, porém,
Boris Casoy mostra que não se arrependeu da frase e do seu pensamento
elitista, mas sim do vazamento. “Foi um erro. Vazou, era intervalo e
supostamente os microfones estavam desligados”.

Do CCC à assessoria dos golpistas

Este fato lastimável, que lembra a antena parabólica do ex-ministro de
FHC, Rubens Ricupero – outras centenas de comentários de colunistas
elitistas da mídia hegemônica infelizmente nunca vieram ao ar –,
revela como a imprensa brasileira “é uma vergonha”, para citar o
bordão de Boris Casoy, com seu biquinho e seus cacoetes. O episódio
também serve para desmascarar de vez este repugnante apresentador, que
gosta de posar de jornalista crítico e independente.

A história de Boris Casoy é das mais sombrias. Ele sempre esteve
vinculado a grupos de direita e manteve relações com políticos
reacionários. Segundo artigo bombástico da revista Cruzeiro, em 1968,
o então estudante do Mackenzie teria sido membro do Comando de Caça
aos Comunistas (CCC), o grupo fascista que promoveu inúmeros atos
terroristas durante a ditadura militar. Casoy nega a sua militância,
mas vários historiadores e personagens do período confirmam a
denúncia.

Âncora da oposição de direita

Ainda de 1968, o direitista foi nomeado secretário de imprensa de
Herbert Levy, então secretário de Agricultura do governo biônico de
Abreu Sodré – em plena ditadura. Também foi assessor do ministro da
Agricultura do general Garrastazu Médici na fase mais dura das
torturas e mortes do regime militar. Em 1974, Casoy ingressou na Folha
de S..Paulo e, numa ascensão meteórica, foi promovido a editor-chefe do
jornal de Octávio Frias, outro partidário do setor “linha dura” dos
generais golpistas. Como âncora de televisão, a sua carreira teve
início no SBT, em 1988.

Na seqüência, Casoy foi apresentador do Jornal da Record durante oito
anos, até ser demitido em dezembro de 2005. Ressentido, ele declarou à
revista IstoÉ que “o governo pressionou a Record [para me demitir]…
Foram várias pressões e a final foi do Zé Dirceu”. Na prática, a
emissora não teve como sustentar seu discurso raivoso, que transformou
o telejornal em palanque da oposição de direita, bombardeando sem
piedade o presidente Lula no chamado “escândalo do mensalão”.

Nos bastidores da TV Bandeirantes

Em 2008, Casoy foi contratado pela TV Bandeirantes e manteve suas
posições direitistas. Ele é um inimigo declarado dos movimentos
grevistas e detesta o MST. Não esconde sua visão elitista contra as
políticas sociais do governo Lula e alinha-se sempre com as posições
imperialistas dos EUA nas questões da política externa. O vazamento do
vídeo em que ofende os garis confirma seu arraigado preconceito contra
os trabalhadores e tumultuou os bastidores da TV Bandeirantes.

Entidades sindicais e populares já analisam a possibilidade de
ingressar com representação junto à Procuradoria Geral da República.
Como ironiza Beto Almeida, presidente da TV Cidade Livre de Brasília,
seria saudável o “Boris prestar serviços comunitários por um tempo,
varrendo ruas, para ter a oportunidade de fazer algo de útil aos seus
semelhantes”. Também é possível acionar o Ministério Público Federal,
que tem a função de defender os direitos constitucionais do cidadão
junto “aos concessionários e permissionários de serviço público” –
como é o caso das TVs.

Na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro,
Walter Ceneviva, Antonio Teles e Frederico Nogueira, entre outros
dirigentes da Rede Bandeirantes, participaram de forma democrática dos
debates. Bem diferente da postura autoritária das emissoras afiliadas
à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert),
teleguiadas pela Rede Globo. Apesar das divergências, essa
participação foi saudada pelos outros setores sociais presentes ao
evento. Um dos pontos polêmicos foi sobre a chamada “liberdade de
expressão”. A pergunta que fica é se a deprimente declaração de Boris
Casoy faz parte deste “direito absoluto”, quase divino.

Se gostou acima, leia mais abaixo:

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1 Leonardo Calazans dos Santos 06/02/2010 at 20:23

Muito bom este trabalho de pesquisa para desmascarar esses preconceituosos que atrapalham o verdadeiro desenvolvimento social do país. O povo brasileiro necessita de intelectuais que defendam os direitos dos trabalhadores como muitas organizações sociais com movimentos de militância que não deixam os pobres desamparados. Não precisamos de opinião de Boris Casoy. Ele só serve para manipular a informação, encobrindo as manobras dos capitalistas fazendo com que o nosso povo continue sem enxergar a causa real de tanta injustiça e de sua situação de pobreza desprovido dos bens necessários para uma vida humana em sua total dignidade. Por causa de pessoas que pensam como ele que o povo de nosso país continua sem acesso a educação, sem o conhecimento da realidade histórica que fez com que na nossa sociedade tenha tanta gente na miséria, suportando tanta humilhação para poder ter o que sobreviver, numa situação abaixo do que se conhece como vida em abundância, como disse Jesus, há mitos anos atrás, aos seus seguidores.

2 andy 08/02/2010 at 20:02

O Boris Casoi é uma vergonha….Acho que cabe à sociedade repudiar este cara abominável, boicotando seus programas. A TV brasileira tem muitos jornais de gente menos asquerosa do que ele! Basta de Boris Casoy! Por um jornalismo mais digno, verdadeiro e HUMANO!

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