
(Fonte: Revista Fórum) Após a denúncia de quatro pessoas que não suportaram as condições de trabalho, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Espírito Santo (SRTE/ES) libertou 17 vítimas de trabalho análogo à escravidão, em Vitória (ES). Elas escavavam canaletas para acomodar cabos óticos da operadora de telefonia celular Claro. A fiscalização, que foi acompanhada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), se deu em 15 de outubro.
As vítimas foram aliciadas no Norte do Rio de Janeiro no final de setembro, a pedido da subempreiteira Dell Construções, que por sua vez foi contratada pela multinacional Relacom Serviços de Engenharia e Telecomunicação. Essa última prestava serviços à Claro. O “gato” – intermediário na contratação da mão-de-obra – prometeu aos trabalhadores bom salário e ainda disse que havia a possibilidade de posterior contratação pela empresa.
“Por se tratar de uma empresa conhecida, os empregados se iludiram com a chance de serem efetivados”, relata Alcimar Candeias, auditor fiscal do trabalho da SRTE/ES que coordenou a ação . Leia mais clicando AQUI.
# É por questões como estas que mantenho várias ponderações críticas quando leio e escuto a simples correlação entre “internet, tecnologia, redes sociais” e um mundo melhor, democrático e cheio de possibilidades. A poucos dias publicamos eu e meu camarada Everton Rodrigues o texto Liberdade na internet? Debate simples ou complexo? Entre várias coisas citamos “Para uma simples ação no “mundo digital” acontecer, inúmeras no mundo material aconteceram antes”. A escravidão no caso acima é uma delas, no Congo foi uma guerra civil em torno da extração do COLTAN. Seguindo a expansão da internet e da informática no ritmo frenético que vivemos, quantas mais Hidroelétricas o país precisará construir? A saída é parar a expansão? Claro que não, mas ela tem que ser sustentável e crítica em todos os aspectos sociais e ambientais, e não apenas uma linha reta positiva. (Lucio Uberdan)
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