ACATA e ITECSOL/Unijuí participam de Seminário de Projetos de Reciclagem em Porto Alegre.

by luciouberdan on 02/06/2009 · 0 comments

in Cadeia da Reciclagem, Catadores(as), Incubadoras de Economia Solidária

Por Fábio Lemes da ITECSOL.

A carteira de financiamentos de projetos na área de reciclagem da Rede de Parceria Social, mantida pela Fundação Vonpar, Brasken, com apoio da Fundação Banco do Brasil, Avina e CAMP, realizou encontro nos dias 27 e 28 de maio, em Porto Alegre.

O objetivo do encontro foi o de discutir o andamento dos mais de 40 projetos financiados e avançar na construção de uma rede estadual de associações, cooperativas, entidades de terceiro setor, Poder Público e empresas, que visa melhorar as condições de renda e trabalho dos catadores e, consequentemente, obter melhorias no meio ambiente, por meio da reciclagem.

A Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Ijuí (ACATA), que possui um projeto junto a Fundação Vonpar, com apoio da ITECSOL – Incubadora de Economia Solidária, Desenvolvimento e Tecnologia Social da Unijuí, participou do encontro, onde foi ressaltado a necessidade das associações desenvolverem condições operacionais de trabalho que permitam a otimização das atividades, gerando renda para os catadores e consolidando os grupos.


Também foi destacada a importância da cooperação entre o Poder Público (responsável pelos resíduos sólidos nos municípios), sociedade civil organizada e grupos de trabalhadores de reciclagem, no sentido de implantação de coleta seletiva e apoio a estruturação das associações.

Crise e alternativas na reciclagem.

A crise financeira mundial atingiu fortemente o setor de reciclagem. Mas apesar da queda geral dos preços, os quais permanecem em média 40% abaixo dos praticados em 2008, nenhuma das associações ou cooperativas de catadores foi a falência, ao contrário de muitos atravessadores. Isto por si só já indica a capacidade econômica destes grupos.

O mercado vem reagindo, de maneira que 2009 será um ano estável ao setor, com potencial de retomada em 2010. Fruto desta crise, uma constatação que se chegou no seminário é que os catadores não podem depender apenas das cotações de mercado, em função da importância do trabalho ambiental que desenvolvem.

Em Santo Ângelo e Nova Hartz, como resposta a crise, mas, sobretudo como reconhecimento ao trabalho associativo dos catadores, as prefeituras estão repassando valores fixos por mês para manutenção dos grupos. O grupo Ecos do Verde, de Santo Ângelo está recebendo R$ 4.000,00 e a cooperativa dos recicladores de Nova Hartz recebe R$ 8.000,00 mensalmente da prefeitura. Ambas fazem a triagem em galpões, sendo que o material é coletado via coleta seletiva pela prefeitura, sem o envolvimento dos catadores.

Se gostou acima, leia mais abaixo:

Leave a Comment

Previous post:

Next post: