A Imprensa Oficial de São Paulo lançou livros que revalorizam a elite paulista. Uma manobra de Serra, de olho na sucessão.

by luciouberdan on 28/05/2009

in Mídia de verdade,Política

O GOVERNADOR E SUA HISTÓRIA À PAULISTA – A Imprensa Oficial de São Paulo lançou livros que revalorizam a elite paulista. Uma manobra de Serra, de olho na sucessão.

Capa da Retratos do Brasil deste mês.

De olho em 2010, o governador de São Paulo quer revalorizar a Revolução Constitucionalista de 1932 na história política brasileira

O papel das elites paulistas na história do País está sendo revalorizado pelo governador José Serra. No fim de 2007, por meio da Imprensa Oficial (Imesp), o governo de São Paulo lançou a Coleção Paulista, conjunto de livros que se propõe a levar aos estudantes e ao público em geral “a história de São Paulo e dos seus personagens” que influenciaram a vida brasileira. No lançamento, o organizador da coleção, o historiador Marco Antônio Villa, disse que ela tinha um objetivo político: “acabar com o mito de que todo político paulista tem o ranço do conservadorismo e desmascarar a história de que resgatar o discurso político paulista é conspiração da elite do estado de São Paulo”.

Nas comemorações do 76º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, a polêmica rebelião de São Paulo contra o governo de Getulio Vargas, o governador escreveu na Folha de S.Paulo sobre o movimento. Em 2007, em seu primeiro ano à frente do governo, Serra foi vaiado nas comemorações do 9 de Julho, data da deflagração da revolta.

Com certeza, para muitos conservadores paulistas – que consideram o golpe militar de 1964 como a Revolução de 1932 que deu certo –, Serra ainda é o político de esquerda que foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e o aliado de João Goulart, o presidente deposto pelo golpe.

O texto do governador, surpreendentemente, foi uma defesa da Revolução de 1932. Ele  escreveu que o movimento tinha sido demonizado como separatista, mas que seu significado era outro: a sua direção “era exercida por setores identificados com valores democráticos, com a modernidade de então”, e que isso explicaria “o amplo apoio” obtido pelo movimento “em todas as camadas sociais”. Serra colocou a rebelião paulista no primeiro plano da história do País. “Enganam-se os que imaginam que recordar 1932 é simplesmente remexer no velho baú da história. É muito mais que isso: é uma bela data da história do Brasil e de São Paulo”, escreveu, em conclusão. Leia Mais>>>

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